sexta-feira, 23 de maio de 2008

Mensagem de Ebert Chamoun

Mensagem do Mestre Ebert Chamoum por ocasião de nosso encontro de 14 de dezembro de 2007:
"Coisa boa da minha vida, e se alonga demais, não foram os cansados sessenta longos anos de professor, advogado e magistrado. Foi, eu me lembro bem, naquela sala ampla, do Velho Casarão, a atencão delicada de vocês, a presenca assídua em quatro longos anos, um incentivo que me deram com a homenagem e a amizade.
A saudade é corrosiva e emociona, preciso me poupar, por isso, a minha ausência mais uma vez, e só o meu desejo muito sincero de que vocês tenham um ano vindouro muito feliz, com saúde e boas compensacões para o trabalho"
Uma explicacão necessária. Por ocasião de nosso primeiro almoco dessa nova fase - em dezembro de 2005, no Clube Caicaras- nosso amigo Chamoum compareceu e, emocionado com o convívio com os que ele classificou de "potenciais amigos", retirou-se antes mesmo de almocar. No ano seguinte - dezembro de 2006, no Clube Monte Libano - êle nao compareceu, isto apesar de, dias antes, confirmar comigo a sua presenca e de sua esposa. No terceiro de nossos encontros, e sabedor de suas atuais fragilidades, da sua sempre presente timidez - por incrível que isso possa parecer - tomei de a liberdade de deixá - lo à vontade para comparecer, ou nao, ao encontro, dependendo de sua situacao no dia aprazado.
A elegância de seu comportamento, determinou - lhe a necessidade de ditar , via telefone, a mensagem, que foi lida durante o encontro, para emocao de todos.
Paulo Roberto

Um comentário:

alzirfraga disse...

A gente pensa que não existe gente assim. O mestre tem tudo para ser orgulhoso, autoritário e até pedante, mas ele não é. O jurista de maior cultura jurídica que eu encontrei em toda a minha vida é um homem simples, gentil e tímido.
Mas por maior que seja a sua cultura e os ensinamentos jurídicos transmitidos por ele durante o curso, acredito que esta não foi a maior contribuição para a formação de nossa personalidade, nosso caráter e nossa vida posterior à formatura.
Eu pelo menos, tomei-o como exemplo de conduta profissional com uma regra simples que procurei obedecer durante toda a minha vida profissional e transmiti aos meus filhos quando ingressaram na vida universitária. Meu filho seguiu medicina e minha filha arquitetura. Na ocasião eu disse a cada um:

"Meu filho, eu não entendo nada da carreira que você resolveu seguir, mas um ensinamento de vida eu posso lhe transmitir: Você não é obrigado a ser o melhor naquilo que você faz, mas tem obrigação, sim, de tentar ser o melhor!"